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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Lúcida, enfim!

Hoje acordei com a sensação de que dormi, fui abduzida e retornei com a clareza dos sábios. Nem sei se os que me lêem já viveram situação semelhante, mas não é incomum que comigo ocorra. Quando o buraco parece imenso e profundo, e a lama recobre minha alma e o corpo físico, um extraterrestre cristão e salvador me faz dormir e a abdução desperta-me absolutamente poderosa.
Lucidez. Essa é a palavra de hoje. Sinto-me de olhos abertos e acurados em direção aos múltiplos caminhos que se agigantam na minha frente. E essa sensação me é tão cara! Gosto de estar, ainda que movida pela emoção, racionalmente equilibrada, com o olhar agudo e amplo sobre os fatos e suas - ou minhas - dificuldades.
A lucidez me traz equilíbrio, ousadia na medida potencialmente certa, segurança diante do risco. É estrada que não conheço, mas domino. É poder. No substantivo, no adjetivo e no verbo. Conjugado em todos os modos e tempos.
Clareza e clarividência. Retiradas as interpretações esotéricas, é como se pudesse olhar o campo de batalha tal qual o general estrategista. Bem longe do front.
Hoje descobri - e talvez seja só hoje - como mexer as peças, transferir os exércitos, conquistar entradas e bandeiras, descobrir saídas secretas, desvendar os anagramas indecifráveis.
Deliciosa sensação que me fortalece, que me devolve ao Shangri-lá - efêmero que seja - dos dias de sol e céu azul. Até faço graça, sem contar os bons negócios que a clareza - generosa e sem restrição à ação capitalista - me proporciona.
Estou leve e criativa. Nem preciso traduzir esse bem em textos, mas as palavras e as vastas emoções fraseiam meu caminho. E me fazem melhor. Muito melhor.