Das coisas que ouvi ontem, uma das que mais me fez pensar foi sobre o desafio que proponho da permanência do encantamento. Gosto mesmo de manter as relações pessoais no limiar gostoso da sedução porque isso faz bem para mim, me alimenta, exercita minha capacidade de conquistar e, principalmente, de fazer a manutenção dessa conquista. Parece cartersiano demais, não é? E até ouvi isso ontem também. Tenho um lado bem prático, que não raras vezes organiza o pensamento e até mesmo as emoções na direção de objetivos definidos. É claro que tudo é um jogo, que pode dar certo ou não, que posso vencer ou não e que sobre o qual é sempre possível a mudança de ritmo ou de direção. Mas do encantamento não posso abrir mão. Gosto demais desse estado latente que aquece minh´alma, aguça meus sentidos, estimula minha criatividade emocional na busca da percepção do outro sobre o meu encantamento ou, o que é melhor ainda, no envolvimento do outro nessa saborosa viagem da sintonia e do amor.
Não sei se os que me lêem acham tudo isso meio louco ou se, ao contrário, vão comigo concordar. Somos todos marionetes e manipuladores. E nem vejo nisso nada tão cruel. Na verdade, não gosto de viver histórias ou relações sobre as quais não tenho nenhum controle. Posso até perder um pouco as rédeas pelo caminho, quem sabe afrouxá-las ao sabor da deliciosa viagem, e até experimentar o fato de que minhas mãos não são tão fortes ou capazes de conter a fúria boa desse encantamento. Mas, sim, gosto de segurar a cordinha. Os que me descobrem e que por mim se encantam vão logo saber que também podem puxá-la, porque eu deixo, porque eu quero, porque eu gosto. Não há usurpação no amor de verdade. Só encantamento.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
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