Adoro mãos! Especialmente o toque de mãos! Não há gesto mais intenso, emblemático e revelador. Posso - e muitas vezes o faço - me jogar superficialmente em gestos de carinho ou mesmo automáticos como o beijo no rosto de alguém que encontro, um abraço fugidio, a mão no ombro, o afago efêmero. Mas quando minhas mãos se encontram com outras mãos - além, é claro, do aperto simbólico de apresentação formal - faz-se mágica. Lembro de João, meu filho, a beliscar-me a parte de cima das mãos e a fazer deste gesto a certeza da minha presença. Recordo Ana Luiza, minha pequena grande filhota, a repetir sempre: "Quero segurar a mão da mamãe!" Caminhos percorridos, ruas atravessadas, o símbolo da segurança expressa em afeto e troca cármica. A mão firme de Carlos, eternamente ao alcance das minhas. A mão frágil de minha mãe, a pedir e dividir.
Dos amigos de verdade, no tempo em que a verdade pode ser contada, conheço e reconheço as mãos. E as seguro e afago, desobstruindo o percurso de dias eventualmente difíceis, compartilhando o calor emanado nos dias de êxtase e prazer.
Minhas digitais estão espalhadas por aí, muito além dos registros oficiais expressos em RGs ou passaportes. E também estou repleta delas porque são as marcas que realmente importam ou que levo comigo, herança exposta que não cabe nem pode aprisionar-se em cofres secretos.
Gosto de mãos, gosto de gente, gosto de afeto e história. Tudo ao mesmo tempo. Agora
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
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