Quem sabe me transforme,
mude a roupa,
esqueça as máscaras,
apague do calendário os dias carnavalescos.
Quem sabe me pinte,
sorria inocentemente,
brinque de roda,
traga prá perto os duendes que adormecem no jardim.
Quem sabe corro e tropeço,
ralo o joelho,
torço o pé
e levanto com a força dos biotônicos vitamínicos.
Quem sabe digo não,
e faço birras,
enrugo a testa,
implicantemente ranzinza e boboca.
Quem sabe amadureço,
vire gente grande,
perca a pureza
e me tome das dores que desprezo.
Mas, quem sabe, perca o tino,
arranque o siso,
atravesse a estrada
e reconheça a entrada do parque.
Aí vou ser criança vestida de gente grande com joelho ralado e boboca abraçando duendes sorrindo inocentemente em dias de carnaval.
Tudo ao mesmo tempo agora!
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
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