Faço-me voz,
apenas voz.
Não vejo nada.
Cegos estão meus pensamentos,
recobertos pela névoa da manhã sem sol.
Sorrio ou choro sem emoção.
Sou fantoche,
mamulengo ao sabor de mãos que não me pertencem.
Lágrimas, tropeços, a bronca do chefe, o dedinho que teima em procurar o pé da mesa.
Nada me fere.
Flutuo sob uma capa entorpecente.
Amanhã eu acordo.
E penso.
E olho
Fica pr´amanhã.
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quarta-feira, 9 de abril de 2008
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